A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o país tomará "medidas de retaliação
em resposta ao novo pacote de sanções da União Europeia, que considera ilegítimas. Zakharova não detalhou as ações, mas garantiu que elas serão
desenvolvidas e implementadas" conforme os interesses de Moscou.
Zakharova criticou as sanções da UE, descrevendo-as como uma "ameaça à segurança alimentar" e prejudiciais à segurança energética. Ela destacou que os países que mais defendem a segurança alimentar estão, paradoxalmente, tomando medidas que a minam globalmente.
O novo pacote de sanções foi aprovado durante uma cúpula informal da União Europeia em Chipre e inclui a proibição de serviços marítimos para petroleiros russos, além de restrições a empresas de energia e bancos. Também foram implementadas medidas para dificultar a entrada de produtos sensíveis na Rússia.
Essas sanções foram propostas pela Comissão Europeia em fevereiro, com o intuito de alcançar um consenso entre os 27 países membros antes do quarto aniversário da invasão russa à Ucrânia, que ocorreu em 24 de fevereiro de 2022. O anúncio do novo apoio à Ucrânia e das sanções foi adiado devido a vetos da Hungria e da Eslováquia.