A Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, atendeu a um pedido da plataforma de vídeos Rumble e da Trump Media & Technology Group, empresa associada ao ex-presidente Donald Trump, autorizando que a citação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja realizada por e-mail. Essa decisão foi tomada em um processo em que as empresas acusam Moraes de violar leis norte-americanas ao determinar o bloqueio de perfis em redes sociais.
O advogado Martin De Luca, que representa as companhias, expressou satisfação com a decisão em suas redes sociais. Ele destacou que a medida permite o avanço do caso, que estava parado há 457 dias, e que as empresas processaram o ministro por 'censura extraterritorial'. De Luca afirmou que a decisão é um passo importante para proteger os direitos da Primeira Emenda dos americanos contra censura estrangeira.
Além disso, o advogado acusou Moraes de impor ordens secretas de censura do Brasil a plataformas americanas, contornando o governo e os tribunais dos EUA. Ele alertou que, caso Moraes não se defenda, o tribunal poderá prosseguir com o caso com base apenas nos argumentos apresentados pelos autores da ação.