Um jornalista e comentarista político americano foi detido nos Estados Unidos, acusado de atuar como agente da China, conforme informações do site Politico. Thomas Pauken II é suspeito de elaborar relatórios confidenciais para um contato vinculado ao governo chinês, com a intenção de que esses textos fossem enviados ao presidente Xi Jinping.
A investigação do FBI revela que Pauken entregou um celular e um computador a um indivíduo nos EUA que buscava um cargo no governo de Donald Trump. Além disso, o jornalista teria oferecido um bônus de US$ 10 mil para a produção de relatórios semanais destinados ao governo chinês.
Pauken foi preso em fevereiro e permanece detido. Ele escrevia sob o pseudônimo Tom McGregor e colaborou com veículos estatais chineses, como a agência Xinhua e a China Global Television Network (CGTN). O FBI informou que o uso do pseudônimo foi uma solicitação de seu pai, o ex-político republicano Tom Pauken, que não desejava que seu nome fosse associado às atividades do filho na China.
Uma audiência federal está marcada para a próxima sexta-feira, onde Pauken poderá discutir um possível acordo com os promotores. Seu advogado, Charles Burnham, declarou que seu cliente não é acusado de espionagem ou vazamento de documentos secretos.
O caso de Pauken ocorre em um contexto mais amplo, onde uma prefeita na Califórnia renunciou após admitir ser uma agente da China. Eileen Wang, que administrava a cidade de Arcadia, confirmou ter promovido propaganda favorável ao governo chinês sob orientação de autoridades de Pequim entre 2020 e 2022.
Wang operava um site que se apresentava como um portal de notícias para a comunidade local, mas que, segundo promotores, funcionava como um veículo de divulgação das posições do governo chinês. Ela recebeu orientações sobre conteúdos a serem publicados, incluindo artigos que contestavam denúncias de violações de direitos humanos na região de Xinjiang.