Um vídeo capturou o momento em que a jornalista americana Shelly Kittleson foi sequestrada em uma rua de Bagdá, no Iraque. As autoridades iranianas relataram que ela foi levada por um carro prata.
Kittleson continua desaparecida, e as autoridades iraquianas acreditam que ela esteja em cativeiro na capital. Um suspeito foi detido e está sendo interrogado.
De acordo com informações de autoridades americanas e iraquianas, a jornalista havia recebido alertas sobre ameaças à sua segurança nos dias que antecederam o sequestro.
Shelly Kittleson, que trabalhou como freelancer no Iraque e na Síria, é descrita como uma profissional com profundo conhecimento da região e das comunidades que cobria.
As forças de segurança iraquianas estão em busca dos sequestradores. Um deles foi preso após um acidente com o carro que dirigia, mas os outros conseguiram escapar com Kittleson em um segundo veículo.
Um oficial da inteligência iraquiana, que pediu anonimato, informou que as autoridades estão tentando localizar a jornalista e garantir sua libertação, embora não tenha fornecido detalhes sobre o sequestrador.
Autoridades americanas afirmaram que Kittleson foi sequestrada pelo Kataib Hezbollah, uma milícia iraquiana com vínculos ao Irã, embora o grupo não tenha reivindicado a ação.
Hussein Alawi, assessor do primeiro-ministro iraquiano, revelou que Kittleson havia tentado entrar no Iraque anteriormente, mas foi barrada devido à falta de autorização de imprensa e preocupações de segurança.
Ela conseguiu entrar no país após obter um visto de entrada única, válido por 60 dias, e estava hospedada em um hotel em Bagdá antes do sequestro.
Antes do sequestro, autoridades iraquianas alertaram os EUA sobre uma ameaça específica contra Kittleson. O secretário de Estado adjunto dos EUA confirmou que o Departamento de Estado havia alertado a jornalista sobre os riscos.
A mãe de Kittleson, Barb Kittleson, expressou sua preocupação após saber do sequestro e revelou que havia trocado e-mails com a filha um dia antes do incidente.
Ela descreveu a sensação de terror e medo e afirmou que sua filha estava dedicada ao jornalismo, mesmo diante dos riscos.