Em sua sabatina, Jorge Messias destacou que não tinha vínculos diretos com o presidente Lula ao ser indicado para o cargo de advogado-geral da União. Ele explicou que seu nome foi sugerido por pessoas que conheciam seu trabalho, como Jaques Wagner e Aloizio Mercadante, ambos do PT.
Eu não tinha relação direta com o presidente Lula. Ele me escolheu por várias razões. Primeiro porque ele queria alguém de carreira comandando a AGU — afirmou Messias.
Messias enfatizou que nunca teve procuração pessoal de Lula ou do Partido dos Trabalhadores, afirmando:
Sou um servidor do Estado brasileiro. Esse é o espírito que pretendo levar ao Supremo Tribunal Federal
.
Durante a sabatina, ele foi questionado sobre o caso do Banco Master, que envolve ministros do STF. Embora tenha sido criticado por sua falta de posicionamento, Messias defendeu a necessidade de limites e um código de ética para a corte.
Ao ser indagado sobre o Banco Master, Messias declarou que a AGU não teve participação no caso, que é de competência do Banco Central, da Polícia Federal e do STF, com a Procuradoria-Geral da República envolvida.
Ele também abordou a questão de transformar laços familiares em ativos financeiros, afirmando que um magistrado não deve ter outras atividades econômicas e que não entrou no serviço público para enriquecer.
Antes da sabatina, Messias fez um jejum, que segundo o apóstolo César Augusto, fundador da Igreja Fonte da Vida, é um ato de sacrifício espiritual para se aproximar de Deus. O religioso comentou que o jejum é uma prática comum entre evangélicos para alcançar uma graça.
Messias, que é evangélico, também fez orações antes da sabatina e mencionou Deus e religião mais de vinte vezes em seu discurso para os parlamentares.