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Fenaj e SJPDF condenam agressão à repórter Heloísa Vilella

A Federação Nacional de Jornalistas e o Sindicato de Jornalistas do DF manifestaram repúdio à agressão sofrida pela repórter Heloísa Vilella na Câmara dos Deputados, destacando sua trajetória e a importância da liberd...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) expressaram sua indignação em relação à agressão sofrida pela repórter Heloísa Vilella, do ICL Notícias, ocorrida no Salão Verde da Câmara dos Deputados. O incidente aconteceu durante uma transmissão ao vivo, quando uma militante bolsonarista interrompeu a jornalista, desrespeitando não apenas ela, mas toda a imprensa livre.

As entidades sindicais defenderam Heloísa, ressaltando sua carreira exemplar como correspondente internacional por quase duas décadas. Ela cobriu eventos significativos, como os atentados de 11 de setembro de 2001, o furacão Katrina, o terremoto do Haiti e eleições presidenciais nos Estados Unidos, além de reportagens recentes sobre o conflito na Cisjordânia. A Fenaj e o SJPDF destacaram que sua competência e coragem são marcas de uma trajetória dedicada à verdade.

As instituições também lembraram que Heloísa já havia sido alvo de ataques anteriores. Em 2022, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, ela foi hostilizada por um bolsonarista que a chamou de 'Lixo! Lixo!' enquanto transmitia ao vivo. Em 2024, enfrentou uma campanha de ódio e misoginia, orquestrada por aliados do bolsonarismo, após defender a colega Juliana Dal Piva.

Em nota, as organizações sindicais repudiaram veementemente esse novo episódio de violência contra a imprensa e exigiram das autoridades da Câmara dos Deputados e das forças de segurança a imediata identificação e responsabilização da agressora. Além disso, manifestaram solidariedade à jornalista, colocando-se à disposição para apoiá-la no que for necessário.

Os representantes do SJPDF e da FENAJ enfatizaram que 'a liberdade de imprensa não se negocia – e jornalista agredida é democracia ferida'.

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