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João Azevêdo defende permanência de secretários denunciados

Em entrevista, João Azevêdo comentou sobre a manutenção de secretários denunciados pelo MP em um caso de corrupção. Ele reafirmou a presunção de inocência dos envolvidos.
Foto: Simoneduarte

Durante uma entrevista na série do Bom Dia Paraíba, o ex-governador João Azevêdo abordou a polêmica em torno da permanência dos ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton em seus cargos, apesar das denúncias feitas pelo Ministério Público. Azevêdo, que foi governador até 2022, justificou sua decisão com base na presunção de inocência.

Os ex-secretários foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em um caso relacionado a um suposto esquema de corrupção, conhecido como 'escândalo do Padre Zé'. Azevêdo afirmou que não se arrepende de ter mantido os auxiliares, mesmo após a denúncia.

Claro que eu não me arrependo. Na verdade, o Ministério Público fez uma investigação e em dezembro de 2025 a encaminhou à Justiça. Não foi pedido o afastamento de nenhum secretário que poderia (o Ministério Público) ter pedido se houvesse gravidade no fato denunciado, e o Tribunal de Justiça só acatou (a denúncia) em maio, quando eu já não era mais governador. Não havia nenhum tipo de julgamento. O mínimo que alguém merece é presunção de inocência.

A denúncia do MP alega que houve um esquema de pagamento de propina, disfarçado como 'devoluções', por empresas contratadas para fornecer produtos a instituições de saúde e ao Programa Prato Cheio. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça da Paraíba aceitou a denúncia, tornando Tibério Limeira, Pollyanna Werton e mais 14 pessoas réus no processo.

De acordo com as acusações, Tibério Limeira teria recebido R$50 mil, enquanto Pollyanna Werton seria beneficiada com R$70 mil. Ambos negam as irregularidades e afirmam que provarão sua inocência na Justiça.

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