O jejum, que historicamente esteve ligado a tradições religiosas, tem ganhado destaque nas discussões sobre saúde, emagrecimento e longevidade. Nos últimos anos, diversas pesquisas têm explorado como períodos controlados sem alimentação podem impactar processos metabólicos e inflamatórios do corpo, atraindo a atenção de pessoas que buscam melhorar sua saúde de maneira abrangente.
O médico intensivista William Rutzen, autor do livro "Desinflamar para viver melhor", afirma que o jejum pode, de fato, trazer benefícios à saúde, desde que seja praticado de forma consciente e em conjunto com hábitos saudáveis. Ele destaca que a inflamação crônica silenciosa está relacionada a várias doenças modernas, o que torna relevante a adoção de estratégias que ajudem o organismo a regular seus mecanismos.
Rutzen explica que o jejum não deve ser visto como uma solução isolada, mas sim como uma ferramenta eficaz para permitir que o corpo tenha um intervalo necessário para reorganizar suas funções metabólicas. Durante os períodos sem ingestão de alimentos, o organismo deixa de focar energia na digestão constante e ativa outros processos fisiológicos importantes.
Um dos principais efeitos do jejum, segundo Rutzen, é a utilização das reservas energéticas do corpo, o que pode melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir marcadores inflamatórios.