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Japão revoga veto de 50 anos à exportação de armas letais

O Japão aprovou uma nova legislação que permite a exportação de armas letais, encerrando um veto de cinco décadas. A medida visa fortalecer a defesa nacional e impulsionar a indústria bélica.
Foto: G1

O Japão aprovou uma revisão das regras de exportação do setor de defesa, permitindo a venda de armas letais ao exterior. Com a nova legislação, o país poderá exportar caças, mísseis e navios de guerra.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, destacou a importância de parcerias em defesa, afirmando que

nenhum país consegue proteger sozinho sua própria paz e segurança

. A mudança é vista como uma resposta às ameaças da China, especialmente em relação a ilhas no Mar da China Oriental.

Essa alteração representa um desvio significativo dos princípios pacifistas que caracterizaram a política de segurança japonesa após a Segunda Guerra Mundial. Takaichi acredita que o fortalecimento da indústria de armamentos pode impulsionar o crescimento econômico do país.

As novas diretrizes eliminam as restrições anteriores, que limitavam as exportações a cinco categorias específicas. Agora, qualquer equipamento militar poderá ser exportado, desde que passe por uma triagem governamental.

A primeira-ministra reafirmou que os "princípios centrais" do Japão como nação pacifista permanecem inalterados, apesar das mudanças. Takaichi também mencionou que as transferências de equipamentos serão avaliadas de forma rigorosa.

A decisão gerou críticas da China, que expressou preocupação com a militarização do Japão. Em contrapartida, a medida foi bem recebida por aliados, como a Austrália, e despertou interesse em outras regiões.

Nos últimos anos, o Japão tem aumentado seus gastos militares, com previsões de que esses investimentos cheguem a 2% do PIB sob o governo de Takaichi. Críticos, no entanto, alertam que essa mudança pode ameaçar o compromisso histórico do país com o pacifismo.

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