O Japão aprovou uma revisão das regras de exportação do setor de defesa, permitindo a venda de armas letais ao exterior. Com a nova legislação, o país poderá exportar caças, mísseis e navios de guerra.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, destacou a importância de parcerias em defesa, afirmando que
nenhum país consegue proteger sozinho sua própria paz e segurança
. A mudança é vista como uma resposta às ameaças da China, especialmente em relação a ilhas no Mar da China Oriental.
Essa alteração representa um desvio significativo dos princípios pacifistas que caracterizaram a política de segurança japonesa após a Segunda Guerra Mundial. Takaichi acredita que o fortalecimento da indústria de armamentos pode impulsionar o crescimento econômico do país.
As novas diretrizes eliminam as restrições anteriores, que limitavam as exportações a cinco categorias específicas. Agora, qualquer equipamento militar poderá ser exportado, desde que passe por uma triagem governamental.
A primeira-ministra reafirmou que os "princípios centrais" do Japão como nação pacifista permanecem inalterados, apesar das mudanças. Takaichi também mencionou que as transferências de equipamentos serão avaliadas de forma rigorosa.
A decisão gerou críticas da China, que expressou preocupação com a militarização do Japão. Em contrapartida, a medida foi bem recebida por aliados, como a Austrália, e despertou interesse em outras regiões.
Nos últimos anos, o Japão tem aumentado seus gastos militares, com previsões de que esses investimentos cheguem a 2% do PIB sob o governo de Takaichi. Críticos, no entanto, alertam que essa mudança pode ameaçar o compromisso histórico do país com o pacifismo.