Recentemente, Israel retirou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos. Essa decisão foi tomada a pedido do Paquistão, com o intuito de garantir que houvesse interlocutores para negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.
Uma fonte do governo paquistanês revelou que Islamabad solicitou a Washington que não atacasse os líderes iranianos, e os EUA, por sua vez, repassaram o pedido a Israel. O oficial afirmou:
Os israelenses tinham as coordenadas deles e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se eles também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem conversar. Por isso, os EUA pediram aos israelenses que recuassem.
O Paquistão, que mantém laços com os EUA e é vizinho do Irã, tem se posicionado como um possível mediador nas negociações entre Teerã e Washington, em meio ao conflito que se arrasta há quase um mês. O governo paquistanês apresentou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos EUA, mas esta foi rejeitada por Teerã, que a considerou "excessiva".
Enquanto isso, Islamabad tem mantido canais de comunicação diretos com ambos os países, em um momento em que muitos outros estão sem acesso a essas conversas. Além do Paquistão, Egito e Turquia também têm buscado atuar como mediadores para encerrar a guerra.
A informação sobre a retirada dos líderes iranianos da lista de alvos foi inicialmente divulgada pelo The Wall Street Journal, que indicou que essa medida poderia durar de quatro a cinco dias, mas não mencionou a intervenção do Paquistão.