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Irã utiliza crianças em conflitos armados e viola direitos humanos

O Irã tem recrutado crianças para atuar em patrulhas e postos de controle, o que configura crime de guerra. Relatos indicam que menores estão expostos à violência e a condições perigosas.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Irã tem recorrido ao recrutamento de crianças em resposta a ameaças externas, como as dos Estados Unidos e de Israel. Organizações humanitárias relatam que menores de idade estão envolvidos em patrulhas e postos de controle, o que caracteriza uma violação grave dos direitos humanos.

O caso de Alireza Jafari, um menino de 11 anos que morreu em um posto de controle, exemplifica os riscos enfrentados por essas crianças. Seu pai o levou ao local, alegando falta de soldados.

A extensão do recrutamento infantil no Irã é difícil de mensurar devido à censura e ao medo de represálias. Bill Van Esveld, da Human Rights Watch, destaca que há evidências crescentes, incluindo um anúncio na imprensa estatal que reduziu a idade mínima para alistamento na organização Basij de 15 para 12 anos.

A Basij, um braço da Guarda Revolucionária, é uma força paramilitar que também atua na repressão de protestos. Relatos de organizações internacionais documentam crianças manuseando armas pesadas, com algumas incapazes de segurá-las adequadamente.

O recrutamento de crianças não é uma prática nova no Irã, que já enviou jovens para a guerra contra o Iraque nos anos 1980. Casos semelhantes têm sido registrados em outros países, como Mianmar e Sudão do Sul.

Van Esveld enfatiza que a lei internacional proíbe o recrutamento de menores, afirmando que crianças não podem consentir para participar de conflitos armados. Ele ressalta que, mesmo em funções que parecem menos perigosas, como patrulhas, as crianças estão expostas a ataques.

A situação das crianças no Irã é alarmante, especialmente após um bombardeio em uma escola que resultou na morte de 175 pessoas. Investigações indicam que o ataque não era direcionado a um alvo militar.

Além disso, a violência na região tem afetado crianças em outros países, com ataques em Gaza e Líbano resultando em milhares de mortes e deslocamentos.

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