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Irã se compromete a manter Estreito de Ormuz aberto, diz Casa Branca

A Casa Branca informou que o Irã se comprometeu a manter o Estreito de Ormuz aberto, apesar das tensões recentes e do cessar-fogo entre os países. A porta-voz destacou a discrepância entre discursos públicos e privado...
Foto: karoline leavitt

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que o Irã se comprometeu a manter o Estreito de Ormuz aberto, uma rota crucial para o transporte de petróleo, em meio a crescentes tensões entre os dois países. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa, onde Leavitt observou que, apesar de relatos sobre a possibilidade de fechamento da via, o tráfego de embarcações na região aumentou.

Leavitt destacou que as autoridades iranianas têm apresentado discursos distintos em público e em conversas privadas.

Este é um caso em que o que eles dizem publicamente é diferente — afirmou, enfatizando que o aumento no tráfego no estreito é um sinal positivo. Ela também mencionou que a disposição do presidente Donald Trump para negociar com o Irã está condicionada à manutenção da rota aberta, sem restrições ou atrasos.

A Casa Branca considera inaceitável qualquer cobrança de pedágios por parte de Teerã, que seria vista como uma restrição à navegação. As negociações entre os dois países, descritas como

extraordinariamente delicadas e complexas

, devem ocorrer em breve, desde que o fluxo no estreito continue.

Essas declarações surgem após o anúncio de um cessar-fogo mediado pelo Paquistão entre Irã e Estados Unidos, que já enfrenta desafios. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo foi rompido devido a ataques em território iraniano, sem atribuir oficialmente a autoria das ações. Em conversa com o primeiro-ministro paquistanês, Pezeshkian condenou as violações e pediu respeito ao acordo.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reiterou que o país aceitou o cessar-fogo como base para encerrar o conflito, mas manteve uma postura firme em relação aos Estados Unidos, afirmando que eles precisam decidir entre sustentar o acordo ou permitir que as hostilidades continuem por meio de aliados.

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