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Irã realiza ataques a navios no estreito de Hormuz após prorrogação de trégua

O Irã atacou navios de carga no estreito de Hormuz, no primeiro dia da nova prorrogação do cessar-fogo promovido por Donald Trump. A situação gera incertezas nas negociações de paz.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Irã atacou navios de carga no estreito de Hormuz nesta quarta-feira, marcando o início da segunda prorrogação do cessar-fogo estabelecido pelo presidente Donald Trump na guerra contra a teocracia islâmica. A nova suspensão das hostilidades é por tempo indefinido, refletindo um recuo na estratégia do republicano em um conflito que desestabilizou o Oriente Médio e impactou a economia global devido ao aumento do preço do petróleo.

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou a abordagem e ataque a dois navios de contêineres, o MSC Francesca, de bandeira panamenha, e o Epaminondas, que navega sob a bandeira da Libéria. Ambos foram atingidos por tiros, mas não houve feridos. A UKMTO, agência de monitoramento naval da Marinha britânica, informou que um terceiro navio também foi abordado e sofreu danos, embora não tenha confirmado a origem dos disparos.

A agência alertou que a navegação na região continua extremamente perigosa devido às ações do Irã e ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Trump, ao cancelar a retomada da guerra, manteve o embargo que começou no dia 13. Nesta quarta-feira, um superpetroleiro de bandeira filipina foi interceptado por forças americanas e forçado a retornar.

Dados recentes indicam que 27 navios foram parados e 34 conseguiram escapar do bloqueio. O Touska, um navio iraniano, foi apreendido pelos EUA no domingo. A volatilidade no mercado de energia persiste, com o preço do barril do tipo Brent se aproximando de US$ 100 após os ataques.

Enquanto a situação naval se desenrola, as incertezas em relação a um acordo de paz duradouro aumentam, especialmente em relação à liberdade de navegação em Hormuz e ao programa nuclear iraniano. Islamabad continua mobilizada para receber delegações dos rivais, que tentaram se reunir sem sucesso no último fim de semana. Trump havia anunciado a retomada das negociações, mas elas não ocorreram.

O Irã rejeitou negociar sob o bloqueio, considerando-o uma violação do cessar-fogo. O país havia exigido um cessar-fogo nos ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano, o que foi atendido sob pressão dos EUA. A reabertura de Hormuz foi anunciada, mas logo foi fechada novamente.

Não Houve Resposta Formal À Nova Extensão Da Trégua

Não houve resposta formal à nova extensão da trégua. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, afirmou que não é possível negociar com o bloqueio em vigor. Os ataques em Hormuz indicam que o Irã pretende se mostrar inflexível até que haja mudanças no cenário diplomático.

Entretanto, há sinais de confusão dentro da teocracia. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, não se manifestou publicamente, levantando dúvidas sobre sua liderança. O chanceler Abbas Araghchi foi desautorizado pela Guarda Revolucionária após anunciar a reabertura de Hormuz.

Além do risco de uma nova campanha aérea, a pressão econômica se intensifica, já que o fechamento de Hormuz e o bloqueio afetam a economia iraniana, dependente da venda de petróleo para a China. Trump comentou sobre a situação em uma postagem, afirmando que o Irã está enfrentando colapso financeiro e clamando pela abertura do estreito.

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