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Irã reafirma fechamento do Estreito de Ormuz diante de ameaças de Trump

O Irã desconsiderou as ameaças de Donald Trump sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que suas forças estão preparadas para responder a qualquer agressão.
Foto: Metropoles

O Irã reafirmou sua posição sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, desconsiderando as ameaças feitas por Donald Trump, que prometeu destruir a infraestrutura do país caso o estreito não fosse reaberto em 48 horas. A declaração foi feita pelo general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya.

Em um comunicado, Abdullahí criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, descrevendo-a como

desesperada, nervosa, desequilibrada e tola

em resposta a "derrotas consecutivas" dos EUA no conflito. O general também afirmou que as forças iranianas estão prontas para agir caso as ameaças se concretizem.

Ele enfatizou que, em caso de agressão, todas as infraestruturas utilizadas pelo exército dos EUA e do regime sionista seriam alvos de ataques destrutivos e contínuos. Abdullahí declarou:

Desde o início da guerra, tudo o que dissemos é que as portas do inferno se abrirão para vocês [norte-americanos]

.

As ameaças de Trump, que se intensificaram, visam a infraestrutura energética do Irã em retaliação ao bloqueio no Estreito de Ormuz, um canal vital por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. O estreito enfrenta restrições de navegação impostas pelo Irã desde o início do conflito no Oriente Médio.

A mensagem do presidente dos EUA foi um reforço de um ultimato anterior, datado de 27 de março, quando ele prometeu suspender ataques a usinas de energia iranianas por 10 dias. O prazo para essa suspensão se esgota na próxima segunda-feira.

Atualmente, apenas embarcações não ligadas aos EUA e Israel, mediante pagamento de pedágio, podem transitar pelo Estreito de Ormuz. Além disso, navios que transportam ajuda humanitária têm autorização para passar pelo local.

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