Search

Operação Compliance Zero revela esquema de ocultação no Banco Master

A quinta fase da Operação Compliance Zero investiga um sofisticado esquema de ocultação de documentos e movimentações financeiras ligadas ao Banco Master, conforme apontado pela PF.
Foto: Daniel Vorcaro CPMI STF

A nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, investiga um complexo esquema de ocultação de documentos e movimentações financeiras associadas ao Banco Master. A Polícia Federal identificou, por meio de mensagens e documentos apreendidos, estratégias que visam evitar a associação direta de operações e comunicações aos envolvidos ou à instituição financeira.

Deflagrada em 7 de maio, a operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Um dos elementos destacados pela PF é uma troca de mensagens atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro, que envolvia a retirada de documentos da casa de um parlamentar. O ministro André Mendonça, em sua decisão, reproduziu uma orientação que pedia ao motorista que não vinculasse o transporte do documento ao parlamentar, além de instruções para que o envelope não fizesse referência ao Banco Master.

Essas orientações indicam uma preocupação em dificultar o rastreamento da origem dos documentos e a associação entre o material transportado, o banco e agentes políticos. A PF também revelou que os investigados utilizavam mecanismos informais para realizar operações societárias sem registro imediato. Um exemplo é o uso de 'contrato de gaveta' para a aquisição de ações da Trinity Participações, uma estratégia que visava contornar restrições de um acordo de acionistas.

Além disso, a investigação aponta que a suposta organização utilizava estruturas empresariais paralelas, pessoas interpostas e contratos não formalizados para ocultar movimentações financeiras e dificultar a atuação de órgãos de controle. O STF também mencionou o uso de empresas ligadas ao grupo para realizar pagamentos e reorganizações societárias consideradas suspeitas. Os indícios coletados até o momento sugerem uma atuação coordenada voltada à dissimulação patrimonial e à proteção de operações financeiras potencialmente irregulares.

Com base nas evidências, o ministro André Mendonça autorizou medidas cautelares, incluindo buscas, bloqueio de bens e prisões temporárias, no âmbito desta nova fase da Operação Compliance Zero.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE