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Irã propõe aliança militar entre países muçulmanos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, sugeriu a criação de uma aliança militar no Oriente Médio, durante visita ao Paquistão. A proposta visa fortalecer a cooperação entre nações islâmicas.
Foto: Presidente do Irã propõe criação de Otan muçulmana no Oriente Médio

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou nesta terça-feira (24) uma proposta para a formação de uma aliança militar composta por países muçulmanos do Oriente Médio. A sugestão foi feita durante uma coletiva de imprensa em Islamabad, ao lado do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

Segundo a agência de notícias Tasnim, Pezeshkian enfatizou a necessidade de uma maior cooperação econômica, cultural e militar entre as nações islâmicas para fortalecer a soberania e enfrentar desafios comuns. Entre os países que poderiam fazer parte dessa aliança estão Arábia Saudita, Catar, Egito, Turquia, Irã e Paquistão.

A proposta foi comparada a uma "Otan muçulmana", em referência à Organização do Tratado do Atlântico Norte, que visa a defesa coletiva de seus membros. Pezeshkian sugeriu que o Paquistão, como potência nuclear do mundo islâmico, poderia liderar essa nova estrutura.

O presidente iraniano argumentou que uma aliança regional de defesa permitiria aos países do Oriente Médio reduzir a dependência de potências externas e fortalecer seus próprios mecanismos de segurança. Ele destacou que

o desenvolvimento econômico, o fortalecimento dos laços culturais e a proteção da soberania dos países muçulmanos exigem uma cooperação mais profunda entre as nações da região

.

Durante a coletiva, Pezeshkian também elogiou o papel do Paquistão nas recentes negociações de paz entre Irã e Estados Unidos, afirmando que Islamabad tem sido fundamental na mediação entre as partes e na redução das tensões regionais. Ele ressaltou que os esforços diplomáticos do Paquistão foram essenciais para a construção de canais de diálogo que resultaram em um memorando de entendimento entre os países.

A visita de Pezeshkian ao Paquistão incluiu reuniões com importantes líderes locais, como o presidente Asif Ali Zardari e o chefe do Exército, Asim Munir. Os encontros resultaram em novos compromissos para aprofundar a cooperação bilateral em áreas como comércio, segurança, energia e desenvolvimento regional.

Embora a proposta de uma aliança militar islâmica ainda não tenha uma estrutura formal ou cronograma de implementação, ela sinaliza a intenção do Irã de fortalecer a integração entre os países muçulmanos e ampliar sua influência diplomática em um cenário regional cada vez mais estratégico. Se avançar, a iniciativa poderá alterar o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio.

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