Nesta terça-feira, o Irã confirmou a execução de um homem, identificado como Amir Ali Mirjafari, por sua participação no incêndio da Grande Mesquita de Gholhak em Teerã. O Poder Judiciário do país informou que ele foi condenado à morte por colaborar com Israel e os Estados Unidos durante os protestos que se intensificaram no final de dezembro, em resposta ao aumento do custo de vida.
ligado ao Judiciário, Mirjafari foi descrito como um 'elemento armado' que atuou em nome de forças hostis, sendo considerado o líder de atividades que ameaçavam a segurança nacional. A Suprema Corte do Irã confirmou sua pena de morte, alegando que ele atuou em colaboração com o 'regime sionista' e grupos que desafiam a segurança do país.
As autoridades iranianas têm realizado diversas execuções de indivíduos ligados aos protestos, acusando-os de agir em nome de potências estrangeiras e de organizações opositoras, como os Mujahedines do Povo (MEK).
Desde o início dos protestos, que são considerados os maiores contra o regime nos últimos anos, o Irã tem enfrentado um clima de tensão crescente, exacerbado por um conflito em curso com os Estados Unidos e Israel. Um cessar-fogo frágil está em vigor desde 8 de abril, mas as tensões permanecem altas.