O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, expressou preocupações sobre a eficácia do cessar-fogo com o Líbano, afirmando que o acordo ainda não é cumprido integralmente. Em entrevista à CNN, Danon ressaltou que o governo libanês não exerce controle sobre o Hezbollah, que continua a disparar foguetes, comprometendo a trégua.
Recentemente, o Hezbollah lançou ataques com foguetes contra o norte de Israel, levando o Exército israelense a responder com ataques a alvos do grupo no sul do Líbano, resultando na morte de três militantes.
Apesar das violações, Danon observou uma melhora na situação, afirmando que, embora não perfeita, a condição atual é significativamente melhor. Ele expressou esperança de que o Exército libanês consiga implementar e fazer cumprir o cessar-fogo.
Na mesma quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e Líbano concordaram em estender o cessar-fogo por mais três semanas, após negociações na Casa Branca. Trump descreveu o encontro como 'muito produtivo' e indicou uma 'grande chance' de um acordo de paz definitivo até o final do ano.
O cessar-fogo inicial, que começou em 17 de abril com duração de dez dias, foi estabelecido após o Hezbollah lançar foguetes em resposta a ataques israelenses e americanos contra o Irã. Israel intensificou suas ações no Líbano, incluindo bombardeios e uma ofensiva terrestre.
Atualmente, Israel mantém uma zona tampão de até 10 quilômetros dentro do sul do Líbano, visando neutralizar ameaças como foguetes de curto alcance. O Hezbollah, por sua vez, rejeita as negociações, com Wafiq Safa, membro do conselho político do grupo, afirmando que não reconhecerá acordos resultantes de diálogos diretos.
Apesar das dificuldades, o diálogo é um avanço significativo, considerando que Israel e Líbano não têm relações diplomáticas e estão oficialmente em guerra desde 1948. O governo libanês vê as conversas como um caminho para um acordo definitivo, enquanto o Irã condiciona qualquer progresso nas negociações com os EUA ao fim dos conflitos na região.
Desde o início do cessar-fogo, ambos os lados relataram várias violações do acordo.