O Irã declarou o encerramento de suas operações militares contra Israel, após uma série de ataques iniciados no último fim de semana. O Quartel-General Central Hazrat Khatam al-Anbiya informou à agência Fars que o país havia dado uma 'resposta dolorosa' a Israel e agora interrompe as ofensivas.
Teerã expressou a expectativa de que tanto Israel quanto os Estados Unidos tenham 'aprendido uma lição'. O governo iraniano destacou que suas retaliações foram em resposta às 'agressões e atrocidades do regime sionista sanguinário' no sul do Líbano e na região de Dahiyeh, que ocorreram com o apoio dos EUA.
Apesar do anúncio de fim das ofensivas, militares iranianos alertaram que poderão retomar os ataques caso Israel continue com suas ações. 'Enfatiza-se que, caso as agressões e malfeitorias continuem, incluindo no sul do Líbano, medidas muito mais severas e devastadoras do que as anteriores estarão a caminho', afirmaram.
Em meio a esse contexto, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que Israel e Irã interrompessem os disparos. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que ambos os países deveriam buscar um cessar-fogo imediato, mencionando que as negociações de paz estavam em andamento, mas poderiam enfrentar obstáculos.
O governo iraniano também criticou os EUA, alegando que, como signatários do cessar-fogo, têm responsabilidade direta por violações do acordo, incluindo ataques atribuídos a Israel. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país está trocando mensagens com os EUA em um ambiente de 'extrema suspeita'.
A nova onda de violência teve início após Israel bombardear a capital do Líbano, Beirute, em um ataque direcionado ao Hezbollah, que o Irã considerou uma violação inaceitável. Em resposta, o Irã disparou 11 mísseis contra Israel.
Na segunda-feira, Israel anunciou ter atacado uma planta petroquímica no sudoeste do Irã, alegando que o local produzia materiais para a fabricação de mísseis balísticos. A mídia iraniana relatou explosões em Teerã e informou que as defesas aéreas do país conseguiram abater um drone sobre a capital, sem relatos imediatos de vítimas ou danos.