A seleção do Irã enfrentou dificuldades inesperadas após sua estreia na Copa do Mundo, sendo obrigada a retornar ao México imediatamente após o empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia. O técnico Amir Ghalenoei expressou sua insatisfação, afirmando que a equipe estava sendo "oprimida".
Ghalenoei revelou que a equipe planejava passar a noite em Los Angeles, mas foi instruída a partir imediatamente, em meio a tensões entre Teerã e Washington.
Disseram que temos que partir imediatamente. É muito importante para nós ter tempo para recuperação, mas nos disseram para retornar ao nosso acampamento — disse.
Durante a viagem de volta, o atacante Mehdi Taremi e um membro da comissão técnica enfrentaram problemas no aeroporto de Los Angeles. Taremi foi retido por um período, enquanto outro jogador, Mehdi Torabi, teve dificuldades devido ao vencimento de seu visto.
A Federação Iraniana de Futebol está trabalhando para resolver a situação do visto de Torabi, que era válido apenas para uma entrada. Ghalenoei também destacou a ausência de membros importantes da comissão técnica, que não puderam viajar devido a restrições de visto.
Após o jogo, Taremi descreveu a situação como um "desastre
e pediu mais apoio da FIFA, afirmando que as restrições estavam prejudicando o desempenho da equipe.
Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol", declarou.
O Irã voltará a jogar no domingo (21) contra a Bélgica, no Estádio de Los Angeles, e encerrará sua participação no grupo G contra o Egito em Seattle, no dia 27 de junho.
A estreia do Irã na Copa foi marcada por protestos de iranianos-americanos, que se opuseram ao governo de Teerã. Cerca de 300 a 500 manifestantes se reuniram do lado de fora do estádio, enquanto outros torcedores levaram símbolos de protesto para dentro.
Apesar das tensões, a partida ocorreu conforme o planejado, embora a seleção iraniana tenha ameaçado suspender jogos se bandeiras não oficiais fossem exibidas. A FIFA, por sua vez, reafirmou sua política contra manifestações políticas durante os eventos.