O Ministério das Relações Exteriores do Irã manifestou sua condenação aos recentes ataques realizados pelos Estados Unidos, afirmando que essas ofensivas tornaram o cessar-fogo, que já durava quase dois meses, "praticamente sem sentido".
Em um comunicado oficial, o ministério destacou que os "ataques ilegais e criminosos" dos EUA não apenas violam acordos internacionais, mas também colocam em risco a estabilidade da região. A nota enfatizou que a responsabilidade pelas consequências desses atos recai sobre os líderes norte-americanos.
Na noite de quarta-feira (10), o Comando Central do Exército dos EUA (Centcom) confirmou a realização de bombardeios em território iraniano, justificando a ação como uma resposta à "agressão injustificada e contínua" do Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que caças americanos estavam operando nos céus do Irã e mencionou ter conversado com autoridades iranianas, que supostamente pediram a interrupção dos ataques, o que foi negado por Teerã.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que retaliou os ataques, atingindo alvos da Quinta Frota dos EUA, localizada no Bahrein. Segundo a IRGC, foram destruídos dezoito alvos importantes nas bases aéreas de Ali Salem, Ahmad Al-Jaber e Sheikh Isa.
Explosões foram relatadas em várias cidades iranianas, incluindo Bandar Abbas e Minab, e defesas aéreas foram ativadas em Isfahan. O governo iraniano reiterou que o Estreito de Ormuz está fechado para qualquer navio, afirmando ter atacado embarcações que violaram seu bloqueio.
Os ataques dos EUA ocorreram após a derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã e representam a segunda onda de bombardeios em dois dias, levantando preocupações sobre a fragilidade do cessar-fogo estabelecido em abril. O impacto desses novos ataques sobre a trégua ainda é incerto.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os bombardeios visam fortalecer os interesses militares dos EUA na região e auxiliar na busca por uma solução diplomática, embora o Irã tenha declarado que não negocia sob ameaças.