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Irã critica ameaças de Trump e reafirma posição em negociações

O porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, desqualificou as ameaças de Donald Trump, chamando-as de 'blefe'. O Irã reafirma sua posição nas negociações com os EUA.
Foto: G1

O porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, utilizou a rede social X para desqualificar as recentes ameaças do ex-presidente Donald Trump, afirmando que os americanos não devem acreditar em seu 'blefe'. A declaração foi feita em resposta a comentários de Trump sobre um possível acordo entre as partes.

Trump, no último sábado, expressou otimismo sobre a conclusão de um acordo, mas também fez uma declaração agressiva, prometendo 'explodi-los [os iranianos] em mil infernos' se não houvesse um consenso até o domingo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que um acordo entre Irã, Israel e Estados Unidos poderia ser alcançado na segunda-feira. Ele enfatizou que os EUA dariam prioridade à diplomacia antes de considerar outras opções.

Em resposta, Rezaei afirmou que, se os EUA realmente desejam um acordo, devem negociar. Caso contrário, ironizou, 'se querem gasolina a 6 dólares, que fiquem parados e blefando até que nasça grama sob seus pés'.

Rezaei também reiterou que o Irã não se submeterá a ameaças. Enquanto isso, Rubio defendeu o direito de Israel à defesa e comentou sobre a possibilidade de novidades nas negociações.

Trump, em suas declarações, orientou os representantes dos EUA a não apressar as negociações com Teerã, afirmando que o tempo está a favor dos Estados Unidos. As negociações, que visam encerrar a guerra no Oriente Médio, têm se arrastado por semanas, com uma proposta iraniana recentemente rejeitada por Washington.

Uma das principais exigências dos EUA é o fim do programa nuclear iraniano, o que Teerã se recusa a aceitar. O 'New York Times' reportou que os dois países teriam alcançado um entendimento preliminar, onde o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear.

Os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos desde abril, após o Irã ter praticamente paralisado o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta a ataques americanos e israelenses. Este estreito é crucial para o comércio global de petróleo, com cerca de 20% da produção mundial passando por ali antes do conflito.

Trump também mencionou o acordo nuclear de 2015, que limitava o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções. Críticos do pacto, incluindo Israel, argumentam que parte dos recursos liberados foi utilizada pelo Irã para financiar grupos armados na região.

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