O Comando Militar do Irã reagiu às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-as como ilusórias e incapazes de reparar a humilhação sofrida pelos EUA na região do Oriente Médio. Em um pronunciamento na TV estatal, um porta-voz militar iraniano afirmou que as declarações de Trump são 'grosseiras e insolentes'.
Em um post no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, também se manifestou, afirmando que 'assassinatos e crimes' não deterão as Forças Armadas iranianas. Khamenei fez a declaração em homenagem ao general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, cuja morte foi atribuída a Israel e considerada um ato de terrorismo.
Trump, por sua vez, fez comentários polêmicos ao se referir aos iranianos como 'animais' e minimizou preocupações sobre possíveis crimes de guerra ao atacar estruturas civis no Irã. Ele justificou sua posição ao afirmar que o país é responsável pela morte de milhares de pessoas em protestos.
O presidente americano também confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, alegando que o acordo não era satisfatório. O Irã, por sua vez, expressou a preferência por um acordo que encerre definitivamente a guerra, em vez de uma mera trégua.
Trump ameaçou atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra o Estreito de Ormuz até uma data específica. O Estreito é um ponto estratégico para o transporte de petróleo, representando cerca de 20% das exportações globais.
O governo iraniano manifestou preocupação de que tais ataques possam ser considerados crimes de guerra, de acordo com normas internacionais que proíbem ataques a alvos civis durante conflitos.