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Irã considera bloqueio naval dos EUA como ato hostil contínuo

O Irã declarou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos representa a continuidade das hostilidades e não reabrirá o Estreito de Ormuz enquanto a medida estiver em vigor.
Foto: Bandeira Irã e EUA - Metrópoles

Em uma declaração recente, o Irã afirmou que a manutenção do bloqueio naval pelos Estados Unidos é uma extensão das hostilidades. O país indicou que não reabrirá o Estreito de Ormuz enquanto essa medida estiver em vigor. A posição foi divulgada após o presidente Donald Trump anunciar a prorrogação do cessar-fogo no conflito, sem suspender o bloqueio na região.

A agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária do Irã, relatou que

a continuação de um bloqueio naval equivale a hostilidade continuada; enquanto o bloqueio persistir, o Irã não reabrirá o Estreito de Ormuz e, se necessário, quebrará o bloqueio pela força

.

O bloqueio, que entrou em vigor em 13 de abril, foi decidido por Trump e afeta todas as embarcações, independentemente do país, que tenham origem ou destino em portos iranianos. Isso inclui áreas estratégicas como o Golfo de Omã e o Mar Arábico.

A situação nos portos mundiais se complicou após o Irã iniciar, em 28 de fevereiro, restrições no Estreito de Ormuz, onde cerca de um quinto do petróleo mundial é transportado. A Guarda Revolucionária passou a controlar a passagem, permitindo apenas a passagem de petroleiros de países aliados mediante pagamento.

Após o fracasso das negociações de paz em 11 de abril, Washington endureceu sua postura, impedindo até mesmo a travessia de navios iranianos pelo estreito. O Estreito de Ormuz, um ponto crítico para a economia global, é o epicentro do conflito entre os Estados Unidos e o Irã há mais de um mês, sendo responsável por uma significativa parcela do transporte de petróleo e gás natural liquefeito.

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