O Irã declarou que a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Hormuz será liberada somente após o fim definitivo do conflito com os Estados Unidos e Israel. A informação foi divulgada pela agência iraniana Fars News Agency.
De acordo com o vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, a reabertura do canal está condicionada ao cumprimento de regras de segurança estabelecidas pelo país. Ele afirmou que a segurança do Irã deve ser garantida antes da retomada do trânsito de embarcações.
Durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, Quirguistão, Talaei-Nik destacou que
permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã
.
Atualmente, o fluxo de embarcações na região está reduzido devido a restrições impostas pelo Irã e a um bloqueio naval dos EUA nos portos iranianos. Recentemente, a região também foi palco de ataques e apreensões de navios.
Além disso, autoridades iranianas indicaram que a segurança para a travessia pelo Estreito de Hormuz terá um custo. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas a navios que utilizem a passagem.
O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrada a guerra com os EUA e Israel, ressaltando que
nossa situação atual ainda é considerada de guerra
. Ele também alertou que, em caso de novos ataques, a resposta do Irã será mais severa do que em ofensivas anteriores.
Akraminia acrescentou que o Irã continuou a produção de drones durante o conflito, com parte dos equipamentos fabricados e utilizados em meio à guerra. Segundo ele, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares durante os confrontos.