Em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez um alerta contundente aos Estados Unidos, afirmando que o Irã não abrirá mão de seus direitos. Durante um encontro com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, Ghalibaf enfatizou que uma eventual retomada da guerra traria consequências severas para Washington.
Ghalibaf, que também é um dos principais negociadores de Teerã, destacou que as Forças Armadas iranianas aproveitaram o período de cessar-fogo para fortalecer suas capacidades militares. Em declarações à televisão estatal, ele afirmou que, caso os EUA decidam agir de forma imprudente, enfrentarão resultados 'mais devastadores e amargos'.
A visita de Munir a Teerã ocorre em um momento crítico para as negociações entre Irã e Estados Unidos. Na véspera, o comandante paquistanês se reuniu com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. O Paquistão tem atuado como mediador entre os dois países desde o início do conflito.
Os esforços diplomáticos se tornaram mais urgentes após os EUA rejeitarem uma proposta iraniana para encerrar o conflito, que foi apresentada por meio da mediação paquistanesa. A Casa Branca considerou as condições oferecidas por Teerã insuficientes para um acordo definitivo. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou retomar os ataques ao Irã caso as negociações não avancem e o país mantenha o controle do Estreito de Ormuz.
Diante das pressões dos EUA, o Irã intensificou sua mobilização interna e reforçou suas capacidades de defesa, elevando o tom das declarações oficiais sobre uma possível nova fase de confrontos. O conflito, que teve início em 28 de fevereiro com uma ofensiva dos EUA e Israel, resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de outros altos oficiais, provocando uma crise política em Teerã.
Enquanto Washington e Tel Aviv justificam os ataques como uma medida para conter o programa nuclear iraniano, o governo iraniano nega qualquer intenção de desenvolver armas nucleares e afirma que responderá a qualquer agressão militar.