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Irã adota postura ofensiva e ameaça EUA com ‘surpresas estratégicas’

O Irã anunciou uma mudança em sua estratégia militar, adotando uma postura mais ofensiva. O general Yadollah Javani alertou que o país está se preparando para 'surpresas estratégicas' em resposta a ameaças dos EUA.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos ao anunciar uma nova abordagem em suas ações militares. Um alto membro da Guarda Revolucionária, o general Yadollah Javani, declarou que as Forças Armadas do país passarão a adotar uma postura mais ofensiva, mesmo em operações defensivas.

Durante uma entrevista à televisão estatal, Javani afirmou que Teerã está reorganizando e modernizando sua doutrina de defesa para melhorar sua capacidade de antecipação diante de adversários. 'O inimigo deve saber que não pode realizar ataques de surpresa nem nos pegar desprevenidos. Talvez deva esperar surpresas estratégicas', disse.

As forças iranianas deverão implementar abordagens consideradas 'transformadoras', alinhadas às recentes mudanças na cúpula militar promovidas pelo líder supremo Mojtaba Khamenei.

Essa nova postura surge em um contexto de crescente tensão entre Teerã e Washington, especialmente em relação ao controle do Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o comércio global de energia. Autoridades iranianas afirmam que a navegação na região está sob seu controle e que navios não podem atravessar sem autorização.

Os Estados Unidos, por sua vez, contestam essa posição e mantêm forças navais na área para garantir a liberdade de navegação. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington tem 'controle total' do estreito, uma declaração que foi prontamente contestada por autoridades iranianas.

Irã e Estados Unidos tinham um entendimento provisório para interromper operações militares, mas o acordo começou a desmoronar rapidamente. As partes se acusam mutuamente de descumprimento, com o Irã retomando ataques limitados e os EUA bombardeando alvos no sul do Irã.

O discurso de Javani reflete uma estratégia mais agressiva, com o conselheiro do líder supremo, Mohammad Mokhber, mencionando a possibilidade de uma 'guerra ofensiva' se as exigências do Irã não forem atendidas.

O Comando Central dos EUA afirma ter reduzido significativamente a capacidade militar iraniana, mas reconhece que Teerã ainda pode realizar ataques em menor escala. As declarações recentes indicam um aumento do risco de escalada no confronto entre os dois países.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou que Washington está preparando novas medidas contra o Irã, incluindo um isolamento econômico 'sem precedentes', em meio à crescente tensão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

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