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Investigações revelam lavagem de dinheiro em esquema de apostas

A Polícia Federal identificou que parte do dinheiro de apostas ilegais do 'Jogo do Tigrinho' foi direcionada a uma empresa de sucatas no Pará, ocultando a origem dos recursos. A operação resultou em prisões e apreensõ...
Foto: Metropoles

A Polícia Federal (PF) está investigando um esquema de lavagem de dinheiro que envolve apostas ilegais, especificamente o chamado 'Jogo do Tigrinho'. Parte dos recursos, que ultrapassam R$ 260 bilhões, foi direcionada para uma empresa de sucatas no interior do Pará, com o intuito de ocultar a origem dos fundos.

Documentos obtidos pela investigação mostram que a empresa Sucatao SP Serviços e Comércio Ltda recebeu R$ 200 mil em uma única transação. O repasse foi realizado por uma estrutura central ligada às plataformas de apostas, evidenciando o uso do setor de reciclagem como uma etapa no processo de lavagem de dinheiro.

A PF destacou que o uso de empresas de sucata não é acidental, uma vez que esse setor é frequentemente explorado para a lavagem de dinheiro devido à sua informalidade e à dificuldade de fiscalização. Isso permite a emissão de notas fiscais fictícias, que justificam a entrada de recursos ilícitos na economia formal.

Além disso, o relatório aponta inconsistências que sugerem que a empresa pode ter sido utilizada como fachada. A análise revelou a ausência de lastro comercial e a incompatibilidade entre a renda do administrador da empresa e os valores recebidos.

A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF, contou com a participação de mais de 200 policiais e resultou em 45 mandados de busca e apreensão, além de 39 prisões temporárias. Entre os detidos estão MC Ryan SP, considerado o principal beneficiário do esquema, e outros envolvidos que misturavam receitas legais com dinheiro de atividades ilícitas.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens relacionados aos investigados, refletindo a gravidade do esquema.

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