O governo do presidente colombiano Abelardo de la Espriella permitiu a atuação de equipes de busca e resgate de apenas quatro países após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia: Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador. A escolha gerou críticas, pois todos os países têm líderes alinhados ideologicamente ao governo colombiano, embora Bogotá negue qualquer viés político.
A decisão foi anunciada mais de dois dias após o tremor, quando as operações se aproximavam do fim da 'janela crítica' de 72 horas, período considerado crucial para o resgate de sobreviventes. O governo colombiano enfrentou críticas pela demora em aceitar a ajuda internacional.
David Tamayo, diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), justificou a escolha dos quatro países afirmando que os socorristas cumprem 'protocolos internacionais' e devem atuar em conjunto com equipes colombianas. O chanceler Omar Bula reforçou que a decisão foi baseada na capacidade técnica e certificação internacional das equipes.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que a Cidade do México não conseguiu enviar suas brigadas de resgate devido a entraves burocráticos impostos por Bogotá, que exigiu uma certificação adicional para a entrada das equipes. Diante disso, o México optou por enviar suprimentos e medicamentos.
A resposta do novo governo colombiano foi criticada por sua desorganização, com países de diferentes espectros políticos oferecendo ajuda, mas a coordenação das ofertas demorou a ser estabelecida. O embaixador chinês, Zhu Jingyang, chegou a solicitar que o governo colombiano indicasse um responsável para centralizar a assistência internacional.
O governo brasileiro, por sua vez, está preparando o envio de ajuda humanitária, incluindo medicamentos e alimentos, após conversas entre o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o chanceler colombiano. O Brasil não foi solicitado a enviar equipes de busca e resgate, apesar de ter oferecido essa ajuda.
O terremoto resultou na morte de ao menos 273 pessoas, com 377 ainda desaparecidas. As operações de busca continuam em cidades como Cali e Pereira, onde há risco de novos desabamentos.
Fonte: Noticiasaominuto