As investigações das autoridades brasileiras sobre o caso Master, que incluem o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, ganharam destaque na imprensa internacional.
Na quinta-feira (18/06), endereços relacionados ao senador foram alvo de buscas. A Polícia Federal o considera
suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas
, indicando que pagamentos e benefícios teriam sido estruturados em favor dele.
A investigação apura se Wagner recebeu compensações em troca de apoio a medidas no Congresso que beneficiariam o Banco Master, incluindo a chamada "Emenda Master". Há suspeitas sobre a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador e um pagamento de R$ 3,5 milhões. O senador nega qualquer irregularidade.
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu cerca de US$ 55 mil e 33,5 mil euros em dois endereços ligados a Wagner. Ele confirmou que o dinheiro é seu, mas reafirmou a ausência de irregularidades. Até o momento, não houve indiciamento.
A Al Jazeera destacou que o escândalo do Master pode impactar a próxima corrida presidencial, marcada para outubro, e que a investigação já atinge figuras de diversos espectros políticos.
O jornal argentino Clarín ressaltou a relevância da inclusão de Wagner na investigação, aproximando o escândalo do governo Lula, que busca a reeleição. O caso teve início com a liquidação do Banco Master em novembro, que deixou uma dívida de mais de US$ 7 bilhões.
A Reuters observou que a operação da Polícia Federal intensifica o foco na corrupção política, especialmente com a proximidade das eleições. As ligações de Wagner com Lula são históricas, e sua inclusão na investigação traz o caso para mais perto do presidente.
A Bloomberg informou que a campanha de Lula orientou aliados a defender Wagner publicamente, embora reconheça que atribuir a culpa pelo escândalo a Bolsonaro e seus aliados se tornou mais complicado.