Um grupo sob investigação da Polícia Federal (PF) no Maranhão é acusado de vender decisões judiciais e de utilizar seguranças privados para assegurar o cumprimento de ordens judiciais suspeitas. A apuração revela que essas decisões, supostamente negociadas, eram executadas com o apoio de grupos armados, criando uma intersecção entre o poder judicial e a força bruta.
Um dos casos mencionados na investigação envolve a reintegração de posse em uma área rural. Segundo a delação que fundamenta a apuração, essa ação foi realizada por um oficial de Justiça acompanhado por aproximadamente 30 homens armados, conhecidos como 'guachebas'. Registros em grupos de mensagens documentam o momento da operação.
A investigação também aponta que a decisão judicial que autorizou a reintegração foi obtida por meio de vantagens indevidas, com relatos de que o acordo incluía a transferência de terras, beneficiando diretamente os integrantes do esquema. Este episódio faz parte de um inquérito mais amplo que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa dentro do Judiciário.
Fonte: Metropoles