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Investigação do Departamento de Justiça dos EUA mira E. Jean Carroll

O Departamento de Justiça dos EUA iniciou uma investigação criminal contra E. Jean Carroll, que acusou Donald Trump de abuso sexual, por suposto perjúrio em processos judiciais.
Foto: G1

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra E. Jean Carroll, a escritora que acusou Donald Trump de abuso sexual na década de 1990. A informação foi confirmada por uma fonte à agência Reuters.

A investigação visa apurar se Carroll cometeu perjúrio em depoimentos relacionados a dois processos que ganhou contra Trump: um por alegações de estupro e outro por difamação. O caso está sendo conduzido pelo escritório do procurador dos EUA em Chicago.

A ação dos promotores se baseia em um depoimento de 2022, onde Carroll afirmou não ter recebido financiamento externo para seu processo. No entanto, essa informação foi contestada por seus advogados, que revelaram que Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, havia contribuído para seus honorários.

Desde o ano passado, o Departamento de Justiça, sob a administração de Trump, tem investigado opositores do presidente, resultando em acusações criminais em alguns casos.

Em 2023, Trump foi considerado culpado por abuso sexual contra Carroll em uma loja de departamentos em Manhattan e por difamação. A defesa do presidente nega as acusações.

Os advogados de Trump apresentaram um recurso à Suprema Corte, alegando que as decisões processuais que levaram ao veredito foram inadequadas e permitiram que provas inflamatórias fossem apresentadas.

Carroll, que é colunista e ex-apresentadora de talk show, testemunhou que Trump a atacou em um provador em 1996. O júri considerou Trump culpado e ele foi condenado a pagar US$ 5 milhões em danos.

Os advogados de Trump afirmaram que não há evidências físicas que sustentem a acusação de Carroll e descreveram as alegações como uma 'farsa politicamente motivada'.

Em 2024, Trump foi condenado a pagar mais US$ 83,3 milhões em um novo processo de difamação relacionado a comentários feitos em 2019, após Carroll tornar públicas suas acusações em um livro.

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