A Polícia Civil da Paraíba anunciou a conclusão de uma investigação que durou cerca de 17 meses, resultando na prisão de policiais civis suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa. O delegado-geral da corporação, André Rabelo, fez a revelação durante uma entrevista ao programa Arapuan Verdade, na Rádio Arapuan FM.
A investigação teve início em janeiro de 2025 e contou com o apoio do Governo do Estado, da Secretaria de Segurança e do Ministério Público da Paraíba. Rabelo destacou que a apuração foi realizada com rigor, utilizando um conjunto abrangente de provas técnicas.
Estamos tratando esse caso com o maior cuidado e respeito — afirmou o delegado, que detalhou os métodos utilizados, como interceptação telefônica, quebra de sigilo fiscal e bancário, para fundamentar os pedidos de prisão e afastamento dos envolvidos.
Inicialmente, havia suspeitas de que criminosos estivessem utilizando veículos clonados para se passar por policiais. No entanto, a investigação confirmou a participação de agentes da própria corporação.
Os policiais investigados são acusados de colaborar com traficantes, facilitando atividades ilícitas e comprometendo operações policiais. Segundo Rabelo, eles teriam retirado entorpecentes destinados à incineração e informado sobre ações policiais.
A operação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados.
Este caso é considerado um dos mais graves já apurados pela Polícia Civil da Paraíba, devido à implicação de agentes públicos no crime organizado. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e aprofundar a apuração sobre a organização criminosa.