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Investigação da PF revela benefícios a Jaques Wagner ligados ao Banco Master

A Polícia Federal investiga a relação entre o Banco Master e o senador Jaques Wagner, incluindo benefícios como um apartamento e uso de aeronaves. A operação busca esclarecer possíveis irregularidades.
Foto: Metropoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga a relação entre o Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA). A operação apura suspeitas de que o parlamentar teria recebido uma série de benefícios ao longo dos anos, além de atuar em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso.

Entre os itens sob investigação estão o uso frequente de aeronaves ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, ingressos para shows e a transferência de um apartamento em Salvador, avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões. A PF suspeita que o imóvel tenha sido repassado por Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com a participação de intermediários.

As investigações ganharam força após a análise do conteúdo extraído do celular de Augusto Lima, que é um dos principais alvos da operação. Segundo a PF, ele era responsável pela interlocução do grupo com políticos, especialmente no Congresso Nacional.

Os investigadores também estão avaliando a atuação de Jaques Wagner em pautas que beneficiariam o Banco Master, como uma proposta que ampliava os limites do crédito consignado e a chamada "Emenda Master", que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações em CDBs.

Outro aspecto da investigação envolve repasses financeiros do Banco Master à BK Financeira, empresa pertencente à nora de Wagner, Bonnie de Bonilha. Desde 2021, a BK Financeira recebeu cerca de R$ 11 milhões do banco, oficialmente contratada para prospectar operações de crédito consignado.

A ligação entre Wagner e o Banco Master remonta ao período em que o senador governava a Bahia, quando ocorreu a privatização da rede Cesta do Povo, que originou o Credcesta, um cartão de crédito consignado.

Em declarações anteriores, Jaques Wagner negou qualquer participação em negociações ou intermediações em favor de empresas ligadas a familiares e afirmou não haver irregularidades.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou apoio a Wagner, afirmando que o senador é digno de confiança e que a sociedade tem o direito de conhecer a verdade sobre as apurações. A defesa de Augusto Lima, por sua vez, considerou as diligências da PF desnecessárias, ressaltando que ele está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos.

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