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Investigação da PF apura esquema de contrabando de diamantes em Roraima

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de contrabando de diamantes e lavagem de dinheiro em Roraima, com foco em ostentação de investigados e movimentações financeiras atípicas.
Foto: Metropoles

A Polícia Federal (PF) está conduzindo uma investigação sobre um suposto esquema de contrabando de diamantes e lavagem de dinheiro em Roraima. A análise inicial inclui elementos como veículos luxuosos, viagens e publicações nas redes sociais que evidenciam um estilo de vida ostentatório, contrastando com a falta de vínculos empregatícios formais ou fontes de renda compatíveis com o patrimônio exibido.

O empresário Fabrício de Souza Almeida, sobrinho do ex-governador de Roraima, Antônio Denarium, é um dos principais alvos da investigação. Fabrício é conhecido por suas postagens nas redes sociais que mostram uma rotina de alto padrão, incluindo carros de luxo e viagens. Em uma dessas postagens, o ex-governador o descreve como “the diamond king”, uma expressão que foi incorporada ao inquérito.

Apesar do estilo de vida luxuoso, a PF não encontrou vínculos empregatícios formais de Fabrício nos levantamentos preliminares. Outro investigado, Zaqueu Pavão Barros, também não apresentou registros de atividade profissional que justifiquem seu padrão financeiro. As movimentações bancárias de uma empresa associada a Fabrício levantaram suspeitas, pois movimentou milhões de reais sem ter funcionários registrados ou estrutura operacional visível.

Os investigadores também notaram indícios de uso de 'laranjas' para ocultação de patrimônio. Um exemplo é Valdete Ribeiro da Silva, técnica de enfermagem da Secretaria de Saúde de Roraima, cujos rendimentos declarados não condizem com o patrimônio que possui, incluindo veículos de alto valor.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram movimentações suspeitas envolvendo empresas e indivíduos relacionados ao esquema. Os documentos indicam a circulação de recursos de forma pulverizada, saques elevados em espécie e transferências sem justificativa econômica clara.

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