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Investigação aponta erro de orientação em mergulho fatal nas Maldivas

Cinco mergulhadores italianos perderam a vida em uma gruta subaquática nas Maldivas. A investigação sugere que eles podem ter se desorientado e entrado em um túnel sem saída.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Cinco mergulhadores italianos faleceram em um acidente durante uma expedição subaquática nas Maldivas, possivelmente devido a um erro de orientação. Essa é a conclusão preliminar de mergulhadores finlandeses que participaram da recuperação dos corpos.

O grupo desapareceu enquanto explorava a gruta de Thinwana Kandu. O guia da expedição foi a primeira vítima confirmada, com seu corpo recuperado no dia do início da atividade. Os outros corpos foram encontrados posteriormente.

A investigação conduzida pela organização DAN Europe, especializada em segurança de mergulho, sugere que os mergulhadores podem ter se desorientado ao tentar sair da caverna, entrando em um túnel sem saída. Os corpos foram localizados em um corredor sem saída dentro do complexo subaquático.

"Dali não havia saída", afirmou Laura Marroni, diretora executiva da organização, em entrevista ao jornal italiano La Repubblica.

Marroni explicou que a caverna possui uma grande câmara iluminada e um corredor que leva a uma segunda câmara escura. A transição entre as câmaras pode criar uma ilusão, levando os mergulhadores a confundir a saída correta.

Os corpos foram encontrados em um túnel mais curto e sem saída, indicando que os mergulhadores se deixaram enganar pela falsa parede de areia. A especialista destacou que, em profundidades elevadas, o tempo de ar disponível é crítico, e a percepção de estar no caminho errado pode gerar pânico.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália confirmou a morte dos cinco mergulhadores durante um mergulho no atol de Vaavu, a 50 metros de profundidade. A investigação sobre o acidente continua em andamento pelas autoridades locais.

As vítimas incluem a professora de Ecologia Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino, o biólogo marinho Federico Gualtieri e o guia Gianluca Benedetti. Os corpos foram recuperados e as câmaras GoPro utilizadas pelos mergulhadores estão sendo analisadas para elucidar os eventos que levaram à tragédia.

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