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Investigação aponta envolvimento de Jocélio Costa e Hytalo Santos em esquema de apostas ilegais

A investigação do Gaeco e da Draco aponta que Jocélio Costa e Hytalo Santos estão envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais. A operação incluiu busca e apreensão.
Foto: Simoneduarte

O empresário Jocélio Costa, proprietário do Bar do Cuscuz, foi identificado pela investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado como sócio oculto e investidor estratégico da empresa "Fartura Premiações".

Jocélio, junto com os influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã, foi alvo de uma operação de busca e apreensão, sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a apostas ilegais.

De acordo com os investigadores, diálogos extraídos de dispositivos eletrônicos sugerem que Jocélio condicionou sua participação ao sigilo de seu nome, utilizando a estrutura do Bar do Cuscuz para entregar malotes de dinheiro a Hytalo e Israel.

A defesa de Jocélio Costa manifestou a intenção de acessar o processo para se pronunciar sobre as acusações.

Hytalo Santos foi descrito como o "mentor intelectual e o rosto" das fraudes, utilizando estratégias de aliciamento e exposição de adolescentes para aumentar o engajamento digital.

Israel Natã, esposo de Hytalo, atuou como gestor financeiro do grupo, coordenando fluxos de caixa e interagindo com contadores, além de adquirir bens de luxo para ocultar a origem dos valores.

O Ministério Público informou à Justiça que as investigações revelaram um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, utilizando a estrutura denominada "Turma do HS" e a marca "Fartura Premiações" para dar aparência lícita a ativos provenientes de contravenções e infrações penais.

A juíza Michelline Jatobá, que autorizou a operação, destacou que os elementos apresentados pelo Gaeco e pela Draco indicam uma estrutura organizada com divisão de tarefas para a prática de crimes de lavagem de dinheiro.

Além de Jocélio, Hytalo e Israel, a operação também teve como alvos a empresa Bilhete Premiado, Cícero Fabiano e Nilson Silva.

Os materiais apreendidos na operação deverão ser analisados pelos investigadores em um prazo de até 60 dias.

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