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Investigação aponta amadorismo em morte de jovem durante salto em Limeira

A delegada Andrea Dantas Levy investiga a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto sem cordas em Limeira, e critica a falta de preparo da equipe responsável.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de "rope jump

em Limeira, interior de São Paulo, levanta questões sobre a segurança e a experiência da equipe responsável pela atividade. A delegada Andrea Dantas Levy, que conduz a investigação, classificou o acidente como resultado de

amadorismo e falta de experiência".

O incidente ocorreu na manhã de sábado, 13 de outubro, quando Maria Eduarda foi arremessada de uma ponte a 40 metros de altura sem estar devidamente presa a cordas de segurança. Apesar de ter apresentado sinais vitais ao ser socorrida por uma enfermeira que testemunhou a cena, a jovem não sobreviveu aos múltiplos traumas.

Imagens do salto mostram que a jovem foi erguida por instrutores e lançada sem qualquer equipamento de proteção. Segundo a delegada, a equipe que organizou o salto não possuía uma empresa formalizada e atuava de maneira informal, apesar de já praticar a modalidade há cerca de cinco anos.

A Corda Era O Principal Adereço

A corda era o principal adereço. Como que acontece isso?

, questionou Andrea Levy, enfatizando a gravidade da situação. A jovem estava segurando uma câmera para registrar o salto, mas o equipamento ainda não foi encontrado, levantando suspeitas de que tenha sido descartado após o acidente.

Após o ocorrido, seis pessoas foram detidas, sendo que três delas, Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42, tiveram a prisão convertida em preventiva e responderão por homicídio com dolo eventual. A delegada argumenta que eles assumiram o risco de causar a morte da jovem ao não garantir sua segurança.

Os outros detidos foram ouvidos e liberados, mas continuam sob investigação. Uma das testemunhas, responsável pela divulgação dos saltos nas redes sociais, afirmou ter apagado sua conta por medo de represálias.

A polícia busca mais testemunhas e obteve registros de pagamentos relacionados aos saltos, o que pode trazer novos elementos para a investigação. O salto ocorreu na ponte do Esqueleto, que já foi palco de outros acidentes relacionados a saltos.

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