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Inquérito revela esquema de ‘funcionário fantasma’ no sistema penitenciário da Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba finalizou investigações sobre um servidor do sistema penitenciário que recebeu mais de R$ 700 mil sem exercer funções. Cinco pessoas foram indiciadas por peculato e falsidade ideológica.
Foto: Reporterpb

A conclusão do inquérito da Polícia Civil da Paraíba revelou um esquema envolvendo um servidor do sistema penitenciário estadual, que supostamente recebeu mais de R$ 700 mil em salários sem cumprir suas funções. O caso resultou no indiciamento de cinco indivíduos, incluindo o servidor investigado, pelos crimes de peculato e falsidade ideológica.

As investigações foram lideradas pelo Delegado Emanuel Henriques do Nascimento, com a colaboração da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba e da Divisão Especial de Combate à Corrupção de Roraima. Além disso, órgãos de controle realizaram apurações administrativas sobre a situação.

Os dados coletados indicam que o investigado ocupava um cargo efetivo em unidades prisionais no sertão da Paraíba, em cidades como Conceição e Itaporanga, enquanto simultaneamente exercia a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima. Apesar de residir a cerca de 4.900 quilômetros da Paraíba, ele continuou a receber sua remuneração até abril de 2024, sem registros de faltas nas unidades onde deveria estar lotado.

Um levantamento do Ministério Público da Paraíba revelou que o servidor teria recebido aproximadamente R$ 756 mil durante o período em questão. As investigações também levantaram suspeitas sobre irregularidades no controle de frequência funcional.

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