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Início das Negociações entre EUA e Irã no Paquistão

As negociações entre EUA e Irã começaram no Paquistão, com propostas conflitantes em um possível acordo de paz. O conflito já causou milhares de mortes e impacto econômico na região.
Foto: G1

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã tiveram início no Paquistão, conforme informado pela agência de notícias iraniana IRNA. Autoridades dos dois países se reuniram para apresentar suas exigências em busca de um possível acordo de paz.

Uma delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, e uma delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, se encontraram individualmente com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

As propostas apresentadas pelos dois lados são divergentes. O Irã exige o fim garantido da guerra e de ataques futuros, o encerramento das sanções econômicas, controle sobre o Estreito de Ormuz e a interrupção dos ataques israelenses ao Hezbollah no Líbano. Por outro lado, os EUA propõem restrições ao programa nuclear iraniano e a reabertura imediata do estreito.

Enquanto isso, Israel continuou seus ataques no Líbano, mesmo com o Irã condicionando as conversas de cessar-fogo a uma pausa nos combates. Relatos indicam que os ataques israelenses resultaram em mortes no Líbano.

O conflito já causou a morte de mais de 4 mil pessoas, com um impacto significativo na economia da região, elevando os preços da energia e causando danos à infraestrutura em vários países.

Em Teerã, a população expressa ceticismo, mas também esperança em relação às negociações. Alguns moradores afirmam que, mesmo que um acordo seja alcançado, a recuperação será um processo longo e difícil.

Representantes dos EUA e do Irã afirmaram ter vantagem estratégica e emitiram novas exigências à medida que as negociações avançavam. O ex-presidente Trump criticou o Irã, afirmando que o país não possui cartas para negociar.

As forças de segurança em Islamabad bloquearam estradas e instaram os moradores a permanecerem em casa, criando um ambiente de segurança reforçada na capital paquistanesa.

Vance expressou otimismo, mas alertou que qualquer tentativa de engano por parte do Irã não seria bem recebida. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país entra nas negociações com desconfiança, devido a ataques anteriores.

Além disso, negociações diretas entre Israel e Líbano estão programadas para começar em Washington, com Israel exigindo que o governo libanês desarme o Hezbollah.

O Estreito de Ormuz continua sendo uma questão central, com o Irã utilizando seu controle sobre a passagem como uma vantagem estratégica. O preço do petróleo Brent subiu significativamente desde o início do conflito.

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