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Infantino lamenta exclusão de árbitro somali da Copa do Mundo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, expressou seu pesar pela exclusão do árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo de 2026, destacando a impossibilidade de interferir em decisões migratórias.
Foto: G1

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou nesta quarta-feira (10) a exclusão do árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo de 2026, que terá início na quinta-feira. Durante uma coletiva de imprensa realizada no Estádio Azteca, na Cidade do México, Infantino afirmou que a federação não tem controle sobre as decisões migratórias dos países-sede do torneio.

É lamentável o que aconteceu com Omar (Artan), o árbitro da Somália. Mas, novamente, não controlamos tudo. Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação, mas há coisas que podemos saber, outras que não podemos saber — declarou Infantino.

O árbitro foi retirado da lista de oficiais da Copa após ser barrado de entrar nos Estados Unidos, onde a competição será realizada. A Fifa confirmou que Artan não poderá atuar ou treinar durante o torneio, ressaltando que não interfere nas decisões das autoridades migratórias.

Infantino também comentou sobre a articulação para permitir que a seleção iraniana participe do torneio, destacando a complexidade das relações entre os países. Ele enfatizou que a Fifa é uma organização esportiva e não possui autoridade sobre governos ou forças policiais.

Omar Artan, de 34 anos, é considerado um dos árbitros mais respeitados da África e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025. Sua exclusão da Copa do Mundo é vista como uma perda não apenas para ele, mas também para o espírito de equidade no futebol.

A situação de Artan gerou reações na comunidade do futebol, que expressou apoio ao árbitro em um momento difícil. Ele seria o primeiro árbitro somali a apitar em uma Copa do Mundo.

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