Um incêndio em uma unidade de gás no Lago de Maracaibo, operada por uma empresa chinesa, resultou em pelo menos seis feridos. O incidente ocorreu após uma explosão em uma estação compressora de gás da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), que é gerida pela empresa privada China Concord, através de um contrato de participação mista.
A indústria petrolífera venezuelana enfrenta problemas frequentes de falhas e incêndios, atribuídos a anos de falta de investimento e corrupção, situação que se agravou após a imposição de sanções dos Estados Unidos ao petróleo venezuelano em 2019.
Um protocolo de emergência foi ativado para controlar o incêndio, que causou danos à infraestrutura. Imagens divulgadas mostram trabalhadores com queimaduras em áreas extensas do corpo, sendo levados a hospitais nas proximidades.
Após a contenção do fogo, a PDVSA anunciou que um comitê técnico será responsável por investigar as causas da explosão. O sindicalista petrolífero José Bodas destacou a importância de um estudo sobre as causas e a necessidade de investimentos em segurança.
A indústria petrolífera é um dos pilares da gestão de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro. Sob pressão dos Estados Unidos, uma reforma petrolífera foi implementada, permitindo a entrada de capital privado, especialmente estrangeiro.
Os Estados Unidos flexibilizaram as sanções, permitindo que grandes multinacionais operem no setor. Desde então, a Venezuela firmou acordos com empresas como Chevron, Eni e Repsol. Especialistas alertam que um investimento significativo é necessário para recuperar a infraestrutura energética do país.