O governo das Maldivas lançou uma operação de busca pelos corpos de cinco italianos que morreram durante um mergulho em uma caverna subaquática profunda. A operação, que começou na sexta-feira, é considerada de 'alto risco' devido às condições perigosas da área.
As autoridades italianas acreditam que os mergulhadores faleceram enquanto exploravam cavernas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu, onde a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo é de 30 metros.
O atol, localizado no Oceano Índico, é formado por ilhas e recifes de coral que cercam uma lagoa central, criando um ambiente rico em biodiversidade marinha. No entanto, a presença de cavernas submarinas e fortes correntes torna o local hostil, mesmo para mergulhadores experientes.
O porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, destacou que a profundidade da caverna é um fator que impede a entrada de mergulhadores, mesmo com equipamentos adequados. Especialistas apontaram que a tragédia pode ter sido causada por fatores como toxicidade por oxigênio, desorientação, baixa visibilidade e falhas em equipamentos.
O grupo de italianos desapareceu durante um mergulho matinal próximo à ilha de Alimatha, uma área conhecida por sua vida marinha. As condições climáticas eram desfavoráveis, com alerta amarelo de mau tempo em vigor.
Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora associada, sua filha Giorgia Sommacal, e Muriel Oddenino, pesquisadora. Também faleceram os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri. O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou a assistência consular às famílias.
As Maldivas, um arquipélago com 1.192 ilhas de coral, são um destino turístico popular entre mergulhadores, mas acidentes em mergulhos são frequentes, com 112 turistas mortos em incidentes marítimos nos últimos seis anos.