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Imigrantes expulsos dos EUA chegam à República Democrática do Congo

Na madrugada de sexta-feira, 15 imigrantes de origem peruana e equatoriana foram enviados aos EUA para a República Democrática do Congo, como parte de um polêmico dispositivo americano.
Apoiadores do presidente congolês, Felix Tshisekedi, reúnem-se em rua de Kinshasa

Na madrugada de sexta-feira, 15 imigrantes expulsos dos Estados Unidos chegaram à República Democrática do Congo. Segundo uma fonte próxima à Presidência do país africano, os imigrantes são originários do Peru e do Equador. A informação foi divulgada pela agência France Presse (AFP).

Este grupo é o primeiro a ser enviado à República Democrática do Congo como parte de um controverso programa americano que visa transferir estrangeiros em situação irregular para terceiros países, muitos deles na África, em troca de apoio financeiro ou logístico dos Estados Unidos.

As autoridades dos países que recebem esses imigrantes geralmente não fornecem muitas informações sobre a situação deles, que frequentemente vêm de continentes como a América do Sul e a Ásia.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou à AFP que o governo congolês solicitou ajuda humanitária para os 15 imigrantes enviados pelos Estados Unidos. A OIM afirmou que irá propor um retorno voluntário assistido para aqueles que desejarem.

Sete mulheres e oito homens chegaram em um voo dos Estados Unidos que pousou no aeroporto de Ndjili, em Kinshasa, às 23h55 do dia 16 de abril, no horário local. Outras fontes indicaram que novos grupos de imigrantes expulsos dos Estados Unidos devem chegar a Kinshasa em breve, a uma taxa de cerca de 50 por mês.

O Ministério das Comunicações da República Democrática do Congo confirmou a chegada dos imigrantes, afirmando que a entrada deles no país ocorreu conforme o cronograma estabelecido pelas autoridades competentes. Os indivíduos foram admitidos com autorizações de permanência de curta duração.

A implementação desse programa na RDC segue um acordo que concede aos Estados Unidos acesso a recursos minerais estratégicos do país, essenciais para a indústria eletrônica global. Em contrapartida, os EUA se envolveram em negociações para estabilizar o leste da República Democrática do Congo, uma região afetada por conflitos há mais de 30 anos.

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