Recentemente, o telefone oficial da Casa Branca foi rotulado como 'Ilha de Epstein' durante ligações realizadas por repórteres. A situação ocorreu quando a seção de estilo do The Washington Post tentou contatar a residência do presidente Donald Trump para obter informações sobre um vestido usado por Melania Trump em um evento.
Ao discar o número da Casa Branca, usuários de celulares Android da marca Google Pixel visualizaram a identificação inusitada. A referência é ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, cuja relação com Trump tem sido alvo de escrutínio público.
Por outro lado, usuários de iPhones não encontraram nenhuma identificação ao realizar a mesma chamada. Em resposta ao ocorrido, o Google informou que a identificação errônea foi resultado de uma edição falsa no Google Maps, que foi temporariamente integrada ao sistema de identificação de chamadas de alguns dispositivos Android.
A empresa afirmou que a alteração foi revertida e que o usuário responsável pela edição foi bloqueado por violar as políticas da plataforma. Após a correção, as ligações passaram a exibir apenas o número, sem nome associado.
Um funcionário da Casa Branca, que preferiu não ser identificado, esclareceu que a identificação exibida nos dispositivos é externa e não está relacionada aos sistemas internos da instituição.
Trump e Epstein se conheceram na década de 1990, e o presidente já descreveu Epstein como alguém 'divertido', mencionando seu interesse por mulheres jovens. Essa relação, segundo Trump, terminou nos anos 2000, antes do início das investigações criminais contra Epstein.
Documentos recentes divulgados pelo governo americano incluem menções a Trump em relação a Epstein, incluindo uma denúncia de abuso sexual contra uma menor de idade, sem detalhes adicionais ou indícios de investigação posterior.
Trump nega qualquer envolvimento em crimes e afirma não ter conhecimento das irregularidades de Epstein, considerando as acusações parte de uma conspiração contra ele. Até o momento, o presidente não respondeu formalmente a acusações ligadas ao escândalo.
Epstein foi preso em 2019, acusado de liderar um esquema de tráfico sexual envolvendo menores. Ele faleceu no mesmo ano em uma prisão federal em Nova York, em circunstâncias oficialmente classificadas como suicídio.