Um político do Hezbollah afirmou que o cessar-fogo entre Israel e o grupo libanês não faz sentido se os ataques israelenses no Líbano não cessarem. Ali Fayyad, parlamentar e fundador do Hezbollah, declarou que o grupo tem o direito de responder ao que considera uma agressão israelense.
As críticas de Fayyad surgem após a extensão do cessar-fogo anunciada por Donald Trump, que fez referência a violações da trégua por parte de Israel, conforme denunciado pelo governo libanês. O Hezbollah também foi acusado de disparar durante o cessar-fogo.
A trégua, que entrou em vigor em 16 de abril, tinha uma duração inicial de 10 dias e foi renovada para durar até pelo menos o início da segunda quinzena de maio. No entanto, a efetividade do acordo é questionada, já que Israel e Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Recentemente, o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Em um bombardeio israelense no sul do Líbano, pelo menos cinco pessoas morreram, incluindo uma jornalista libanesa.
Trump anunciou que se reuniu com autoridades de alto escalão de Israel e do Líbano para discutir o cessar-fogo, que será estendido por três semanas. Ele também mencionou a possibilidade de receber os líderes dos dois países em breve.
Apesar da prorrogação do cessar-fogo, a situação no sul do Líbano continua instável, com ataques registrados na região. Líbano e Israel permanecem oficialmente em estado de guerra desde 1948, e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lidera a ofensiva contra Israel.
O Hezbollah defende seu direito de resistir à presença israelense no Líbano, enquanto Israel afirma ter o direito de se defender das ações do grupo, que considera terrorista. O governo libanês vê a extensão do cessar-fogo como uma condição para discutir a retirada das tropas israelenses.