Search

Haiti, adversário do Brasil na Copa, enfrenta grave crise humanitária

Enquanto a seleção haitiana se prepara para a Copa do Mundo de 2026, o Haiti vive uma das piores crises humanitárias e de segurança das Américas, com 90% de Porto Príncipe sob controle de gangues.
Foto: Metropoles

A seleção do Haiti se prepara para enfrentar o Brasil na Copa do Mundo de 2026, mas a população do país enfrenta uma crise humanitária e de segurança que perdura há mais de duas décadas. A situação é considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a mais grave das Américas.

Desde 2004, o Haiti lida com uma crise prolongada, marcada por violência de gangues e conflitos internos. A atual onda de violência teve início em 2021, após o assassinato do ex-presidente Jovenel Moïse, que havia assumido o cargo em 2016.

A ONU enviou tropas para ajudar na estabilização do país, com a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) atuando de 2004 a 2017. Desde então, outras missões foram implementadas, mas sem resultados significativos.

Atualmente, estima-se que 90% da capital, Porto Príncipe, esteja sob controle de gangues. Em resposta à crescente violência, a ONU aprovou o envio de tropas estrangeiras, com a Força de Repressão a Gangues (GSF) chegando ao Haiti em abril de 2026.

Além da insegurança, o país enfrenta uma grave crise humanitária. A representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Vanessa Frazier, destacou que metade dos membros das gangues é composta por menores de idade, o que agrava a situação.

Frazier, durante visita ao Haiti, afirmou que crescer no país é uma "luta diária" para as crianças, que não apenas enfrentam a crise humanitária, mas também o risco de se tornarem vítimas das organizações criminosas.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE