Policiais penais federais decidiram entrar em estado de greve, com a possibilidade de paralisar o sistema penitenciário federal a partir da próxima segunda-feira. A decisão foi unânime durante uma assembleia realizada recentemente e promete impactar presídios de segurança máxima em todo o Brasil.
A paralisação incluirá a suspensão total das atividades não essenciais e uma redução de até 50% nos serviços considerados essenciais. Apenas atendimentos básicos, como alimentação, banho de sol, visitas limitadas e assistência médica em casos de urgência, serão mantidos.
Esse movimento surge como resposta à falta de progresso do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc), que a categoria considera vital para garantir investimentos em estrutura, segurança e valorização profissional.
Gentil Silva, presidente da Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF), destacou que a ausência de convite às entidades de classe evidencia um tratamento desigual em relação às forças policiais que atuam no combate ao crime organizado.
Nos bastidores, a insatisfação é crescente, especialmente após a exclusão inicial da categoria das discussões sobre o fundo, o que foi visto como uma desvalorização. Uma reunião recente no Ministério da Justiça, que contou com representantes da categoria, não resultou em acordo, intensificando a pressão por uma resposta do governo.
A Polícia Penal Federal é responsável pela custódia de presos de alta periculosidade, incluindo líderes de organizações criminosas. Entidades que representam a categoria afirmam que não aceitarão tratamento desigual e exigem uma participação efetiva nas políticas de combate ao crime organizado.
Fonte: Metropoles