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Governo Lula Avalia Apoio Financeiro à Candidatura de Bachelet na ONU

O governo Lula estuda formas de apoiar financeiramente a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, após o Chile retirar seu apoio. A situação levanta questões sobre a viabilidade legal do a...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo Lula está analisando opções para oferecer suporte financeiro à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU. A necessidade de apoio logístico aumentou após o Chile, atualmente sob a liderança de José Antonio Kast, retirar seu respaldo à ex-presidente, que contava com o apoio do país para cobrir despesas como passagens aéreas e hospedagens.

Na administração Lula, estão sendo avaliadas tanto a base legal para viabilizar um aporte quanto as fontes de recursos. Até o momento, nenhuma decisão foi tomada. A disputa pelo cargo da ONU envolve uma campanha prolongada, onde os candidatos costumam viajar para se reunir com líderes de países influentes e solicitar votos.

Bachelet se reuniu com Lula no Palácio do Planalto, onde o presidente comentou sobre a importância de uma ONU reformada para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável. Ele destacou a experiência de Bachelet como uma credencial para sua candidatura, mencionando que ela poderia se tornar a primeira mulher latino-americana a liderar a organização.

Fontes próximas à discussão afirmam que o financiamento da campanha não foi abordado durante o encontro. O nome de Bachelet foi lançado na disputa em fevereiro, com apoio do Chile, México e Brasil, mas após a eleição de Kast, o Chile retirou seu endosse, tornando a candidatura dependente do apoio brasileiro e mexicano.

Até agora, o Brasil não investiu recursos na campanha de Bachelet, mas tem defendido seu nome em fóruns internacionais. A legislação brasileira impede que o governo custeie diretamente despesas de uma candidatura não vinculada a um funcionário público. Uma das alternativas em análise é a edição de um decreto por Lula para autorizar esse gasto.

O apoio financeiro seria utilizado principalmente para passagens aéreas, considerando a intenção de Bachelet de visitar os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU. As residências das embaixadas do Brasil e do México poderiam ser utilizadas durante essas viagens.

Conforme as regras da ONU, o candidato a secretário-geral deve ser aprovado pelo Conselho de Segurança, sem veto dos membros permanentes. Observadores do processo indicam que Bachelet pode enfrentar resistência dos EUA e da China, especialmente devido a um relatório que ela elaborou sobre violações de direitos humanos na China.

Apesar das dificuldades, o governo Lula considera a candidatura de Bachelet uma questão de princípio e uma defesa do multilateralismo em um momento crítico para a ONU. Espera-se que Bachelet retorne à sede da ONU em Nova York para conversas com representantes do Conselho de Segurança no final de junho.

Pessoas próximas a Bachelet afirmam que o apoio financeiro não é essencial para sua candidatura, pois ela já possui uma agenda internacional intensa e planeja organizar suas reuniões de campanha com base em convites já recebidos.

Além de Bachelet, outros candidatos ao cargo incluem Rafael Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall, com Grossi sendo visto como um potencial favorito devido ao apoio que pode receber de Donald Trump.

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