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Governo Brasileiro Condena Ataques de Israel ao Líbano

O Brasil repudiou os ataques israelenses ao Líbano, que resultaram em 254 mortes e mais de mil feridos. O Itamaraty pediu a suspensão imediata das operações militares.
Foto: Metropoles

O governo do Brasil manifestou sua condenação aos recentes ataques realizados por Israel contra o Líbano, que resultaram em pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos, conforme informações da Defesa Civil libanesa. Em um comunicado oficial, o Itamaraty descreveu a ofensiva como uma escalada preocupante e solicitou a suspensão imediata das operações militares.

Os bombardeios, que atingiram amplas áreas do território libanês, ocorreram logo após o anúncio de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. O governo brasileiro expressou preocupação com o aumento do risco de instabilidade na região. Além disso, reafirmou seu compromisso com a soberania e integridade territorial do Líbano, instando Israel a retirar suas forças do país.

O Brasil também cobrou que todas as partes envolvidas cumpram integralmente a Resolução 1701, aprovada em 2006 pelo Conselho de Segurança da ONU, que visa a cessação das hostilidades e a estabilidade na fronteira entre Israel e o Líbano. O país abriga uma significativa comunidade libanesa, estimada entre 7 a 10 milhões de pessoas, incluindo imigrantes e descendentes.

As autoridades libanesas caracterizaram os ataques como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito, com Beirute sendo a área mais afetada. Além da capital, mortes foram registradas em regiões como Balbeque, Nabatieh e Tiro. O número total de vítimas no Líbano desde março já ultrapassa 1.700.

As Forças de Defesa de Israel relataram ter realizado mais de 100 ataques em um curto espaço de tempo, alegando que os alvos eram instalações do Hezbollah, grupo considerado terrorista por Israel e que atua no sul do Líbano.

A ofensiva ocorreu um dia após o anúncio de um cessar-fogo mediado entre Estados Unidos e Irã, que inicialmente poderia incluir o Líbano, mas posteriormente foi confirmado que o território não fazia parte do acordo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as operações no Líbano continuariam, mesmo durante a pausa nas hostilidades com o Irã.

A exclusão do Líbano do acordo de cessar-fogo gerou contestações e aumentou as tensões diplomáticas, especialmente após os novos ataques. O Irã, por sua vez, ameaçou adotar medidas mais severas, incluindo a possibilidade de fechar o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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